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Politiquices: Novo Achincalhar do Ensino

Neste blog já expressei a minha leiga opinião sobre o Ensino em Portugal – podem ver aqui. Mas, depois de ouvir e ler algumas notícias esta semana, sinto necessidade de escrever sobre este assunto novamente.

A primeira “notícia” veio do Conselho Nacional de Educação, que defende o fim dos chumbos. Transcrevendo o Expresso:

«Órgão consultivo do Ministério da Educação diz que retenção dos alunos sai demasiado cara ao Estado, pode provocar "problemas emocionais" nos alunos e não é eficaz.»

Fiquem chocados (ou não), mas desatei à gargalhada quando ouvi e li sobre este assunto. Porque os primeiros pensamentos que me ocorreram foram:

  • Afinal a mais importante função das escolas é fazer com que os meninos não se sintam mal por não estudarem nem estarem atentos às aulas;
  • “Reter” os alunos não é eficaz, pelo que o melhor é “passá-los” sempre, mesmo que não saibam escrever ou fazer contas corretamente.

Antes de mais tenho de esclarecer que me custa dizer ou escrever “reter” ou “retenção”. Quando alguém termina um percurso com avaliação positiva fica aprovado, certo? Qual o antónimo de aprovado? REPROVADO! Mas pelos vistos é mais bonito falar em retenção. Um eufemismo absurdo. Além de que, para mim, ficar retido é ficar preso – “Fiquei retido (preso) no trânsito!” Um aluno/formando com avaliação positiva fica aprovado, um aluno/formando com avaliação negativa fica reprovado. Simples!

 

Opinadela: Discutir Quantidades de Licenciados

Há muitos portugueses em alvoroço à conta das declarações da Xô Dona Merkel. Demonstram-se revoltados, chamam a atenção para a falta de inteligência da dita senhora e consideram-se ofendidos.

Eu – para variar (ou não) – atiro mais umas achas para a fogueira, tal como já o fiz aqui.

Eu concordo com a chanceler alemã! Não no modo como expressou esta sua conclusão, mas na conclusão em si. Portugal começa a ter demasiados licenciados. E – num cúmulo de narcisismo – transcrevo-me:

«Passamos de “nem todos somos doutores ou engenheiros” para “quem quer ser Alguém tem de ter um canudo”. E assim, o Ensino Superior é um barril a transbordar de jovens que apenas tiram um curso superior para serem chamados de doutores e engenheiros.»

De acordo com o artigo do Observador a líder alemã terá afirmado:

«Caso contrário, não conseguiremos persuadir países como Espanha e Portugal, que têm demasiados licenciados, dos benefícios do ensino vocacional.»

 

Onde está a novidade? Onde está o erro?

Quantos jovens licenciados temos no desemprego? Dos jovens licenciados que conseguiram emprego, quantos estão em caixas de supermercado e call/contact centers? Quantos jovens licenciados passaram a exercer funções para as quais a licenciatura não é requisito? 

 

Politiquices: O Direito ao Ensino como mérito

 

Gosto de acreditar que não tenho uma cor partidária nem um lado definido – até porque para me lembrar se é esquerda ou direita procuro a mão com que escrevo. Para mim a política deveria ser mais “cinzento” do que “preto e branco”. E, por vezes (muitas), tenho opiniões um tanto ou quanto controversas. Poderá o caso deste post.

Sei que a Educação é parte essencial do ser humano e direito fundamental consagrado até nessa Bíblia desatualizada que é a Constituição da República Portuguesa. Mas atendendo ao mundo que me rodeia, à situação atual da sociedade – mais concretamente da sua puerícia – começo a defender que o Direito ao Ensino gratuito – ou progressivamente gratuito como consagra a CRP – deveria ter algumas limitações.

Os fundamentos da consagração do Direito à Educação têm a sua própria relevância (que não contesto), mas que são estropiados por diversas razões:

  • «contribua para a igualdade de oportunidades» - falta proibir a “cunha”, abolir o preconceito e ensinar a imparcialidade;
  • «a superação das desigualdades económicas, sociais e culturais» - objetivo ameaçado por crises em que o rico fica cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre, sem que a educação lhes valha;
  • «o desenvolvimento da personalidade e do espírito de tolerância, de compreensão mútua, de solidariedade e de responsabilidade» - olhando à minha volta, concluo que só a educação escolar (escolas, escolinhas, universidades e outras coisas que tais) não basta – ou então não tem qualidade suficiente para cumprir os objetivos estipulados;
  • «para o progresso social e para a participação democrática na vida coletiva.» - interessantemente vejo a Política que atualmente se pratica como o maior obstáculo a este fundamento.

 

 

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